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Bianca MulazaniBianca Rocha Mulazani Correa · Psicóloga · CRP-08/49478
Ansiedade · crise e pânico

Crise de ansiedade e pânico

Do nada o coração dispara, a mão formiga e você jura que tá tendo um infarto. Passa. Mas o medo de ter outra crise fica.

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Respondo no mesmo dia · segunda a sexta, até as 19h

Crise de ansiedade, ou ataque de pânico, é uma onda de medo intenso que chega rápido, com sintomas fortes no corpo, e costuma atingir o pico em poucos minutos. Ela assusta muito. Mas o que mais pesa, na maioria das vezes, vem depois: o medo de ter outra crise. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) trabalha exatamente esse ciclo.

Como é uma crise de ansiedade

O coração dispara do nada. A mão formiga, falta ar, vem aperto no peito, nó na garganta, tontura, tremedeira. A cabeça conclui o pior: “é infarto”, “vou desmaiar”, “vou perder o controle”.

Muita gente descreve igual: “achei que ia morrer”.

É comum ir parar no pronto-socorro, fazer exame e ouvir que está tudo normal. O alívio dura pouco. Logo vem a dúvida: “e se não viram alguma coisa?”.

Sintomas físicos novos ou diferentes merecem avaliação médica. Procurar o médico não é exagero, é o primeiro passo para descartar outras causas. Depois disso, a terapia cuida do que mantém as crises.

Crise de ansiedade é síndrome do pânico?

Não necessariamente. Ter uma crise não quer dizer ter um transtorno. Muita gente tem uma crise isolada e segue a vida.

O que se chama de síndrome do pânico (nos manuais, transtorno de pânico) envolve crises que se repetem sem aviso e, principalmente, uma preocupação constante com a próxima, ou mudanças na rotina por causa disso.

Quem avalia se é o seu caso é um profissional, numa conversa de verdade. Esta página não diagnostica ninguém.

O medo de ter outra crise

Depois da primeira crise, o corpo vira objeto de vigilância. Qualquer batida diferente do coração vira sinal de alerta. Você pesquisa “ansiedade ou infarto” no Google pela décima vez.

E aí acontece o ciclo: você percebe uma sensação, interpreta como perigo, o alarme dispara, os sintomas aumentam, e isso parece confirmar o medo. A crise se alimenta do medo da crise.

Quando a vida começa a encolher

Para não passar por aquilo de novo, a pessoa começa a evitar. Primeiro o mercado cheio, o trânsito, o lugar fechado. Vai que passa mal lá.

Depois vem sair sem alguém junto, pegar ônibus, avião, ficar longe de um hospital. Também surgem os “por via das dúvidas”: sentar sempre perto da porta, carregar água, checar o pulso.

Cada coisa evitada alivia na hora. Mas ensina ao cérebro que aquilo era mesmo perigoso. O medo cresce e o mundo fica menor.

Como a TCC trabalha crise e pânico

A TCC é uma das abordagens recomendadas para o transtorno de pânico em diretrizes internacionais, como a do NICE, do Reino Unido. Na prática, o trabalho passa por:

  • Psicoeducação: entender de onde vem cada sensação e por que o corpo reage assim. Saber o que está acontecendo já tira parte do susto.
  • Reestruturação cognitiva: olhar com calma para as interpretações catastróficas (“é infarto”, “vou enlouquecer”) e comparar com o que de fato aconteceu nas crises anteriores.
  • Exposição gradual: voltar aos poucos para os lugares evitados, numa escada combinada, do mais fácil para o mais difícil. Em alguns casos, também provocar de propósito, em ambiente seguro, sensações parecidas com as da crise, para o corpo parar de tratá-las como ameaça. Isso só acontece depois de avaliação médica, quando necessária.
  • Deixar os “por via das dúvidas”: reduzir aos poucos os comportamentos de segurança, que parecem proteger mas mantêm o medo.
  • Respiração: como ferramenta para atravessar a sensação, não como escudo para fugir dela.

Nada disso é feito no susto. O ritmo é combinado entre nós, sessão a sessão.

Se quiser conversar sobre o seu caso antes de decidir, Conversar pelo WhatsApp.

Quando a crise vem junto com outras coisas

Crises de pânico muitas vezes aparecem num período de sobrecarga no trabalho ou de sono ruim. Se você se reconhece nisso, vale ler sobre ansiedade no trabalho e burnout e sobre ansiedade e insônia. Para a visão geral de como eu trabalho, veja terapia para ansiedade com TCC.

Se você está em crise agora e precisa de ajuda imediata, veja onde buscar ajuda em crise.

Perguntas frequentes

Crise de ansiedade pode matar?+

A crise é muito desconfortável e assusta de verdade, mas ela é o alarme do corpo disparando fora de hora. O cuidado é outro: os sintomas se parecem com os de outros problemas de saúde. Por isso, sintomas físicos novos ou diferentes merecem avaliação médica. Na dúvida, procure um pronto atendimento ou ligue 192.

Qual a diferença entre ataque de pânico e crise de ansiedade?+

No dia a dia, as duas expressões se misturam. Ataque de pânico é o nome técnico para uma onda de medo intenso que chega de repente e sobe rápido. Crise de ansiedade é usado para isso e também para momentos de ansiedade forte que vão crescendo aos poucos. Na terapia, o que importa é entender como as suas crises funcionam.

Crise de ansiedade dura quanto tempo?+

Um ataque de pânico costuma chegar ao pico em poucos minutos e depois vai baixando. A sensação de abalo, o cansaço e a atenção redobrada no corpo podem durar bem mais. É comum a pessoa passar o resto do dia em alerta.

Dá pra ter ataque de pânico dormindo?+

Sim. Algumas pessoas acordam no meio da noite já com o coração disparado e falta de ar. Isso costuma aumentar o medo de dormir. Esse tipo de crise também se trabalha na terapia, junto com o sono.

Conteúdo informativo, que não substitui avaliação psicológica. Em risco imediato, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU). Onde buscar ajuda.

Referências

  1. National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Generalised anxiety disorder and panic disorder in adults: management (CG113). 2011. https://www.nice.org.uk/guidance/cg113
  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). Anxiety disorders (fact sheet). 2026. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/anxiety-disorders

Última atualização: 28 de setembro de 2026.

O primeiro passo é uma conversa de 15 minutos.

Respondo no mesmo dia, de segunda a sexta. Não é serviço de emergência: 188 (CVV) · 192 (SAMU).