Terapia para mães e cuidadores
Você cuida de todo mundo, o dia inteiro, e mesmo assim deita com a sensação de que falhou em alguma coisa. E quase nunca sobra um minuto que seja só seu.
Respondo no mesmo dia · segunda a sexta, até as 19h
Maternidade cansa, e não é só o corpo. É a cabeça que não desliga, a culpa que aparece em qualquer escolha e a sensação de ter sumido dentro do papel de mãe. Como psicóloga para mães, trabalho com TCC essa sobrecarga materna, a ansiedade na maternidade e a cobrança que não tem fim, online, num espaço que é só seu.
Como a sobrecarga aparece no dia a dia
Nem sempre ela chega como “tô esgotada”. Chega assim:
- “Eu amo meu filho, mas tô exausta.”
- “Sinto culpa por tudo: por trabalhar, por não trabalhar, por perder a paciência.”
- “Não lembro a última vez que fiz algo só pra mim.”
- “Parece que eu deixei de existir. Sou só a mãe de alguém.”
- “Fico imaginando tudo de ruim que pode acontecer com ele.”
- “Todo mundo dá palpite, e eu sempre sinto que tô fazendo errado.”
Isso não faz de ninguém uma mãe ruim. Faz de alguém uma pessoa sobrecarregada, carregando mais do que dá.
Culpa, cobrança e a mãe ideal que não existe
Existe uma mãe imaginária que está sempre calma, disponível, brincando, cozinhando comida saudável e ainda dando conta do trabalho. Ninguém é essa mãe. Mas a comparação com ela é diária, reforçada por rede social, família e pela própria cabeça.
A culpa vem daí. E vem também a ansiedade: medo de errar, de o filho sofrer, de não perceber algo a tempo. A cabeça fica remoendo à noite, o sono vai embora. Se a ansiedade tá tomando conta, veja também terapia para ansiedade com TCC.
Maternidade atípica
Ser mãe atípica, de um filho com deficiência ou neurodivergência, soma outra camada: rotina de terapias e consultas, luta por direitos e escola, preocupação com o futuro, olhares de fora e, muitas vezes, pouca gente com quem dividir.
É comum a vida da mãe ficar inteira em função disso, e o próprio cansaço virar assunto proibido. Nos estágios, atendi mães atípicas, e esse espaço de cuidado para quem cuida faz diferença.
Como a TCC trabalha a maternidade
Na terapia, o foco é você, não a criança. O trabalho passa por:
- Culpa e cobrança: identificar os pensamentos por trás da culpa (“mãe boa não se cansa”, “se eu descansar, tô falhando”) e olhar para eles com calma, comparando com os fatos.
- Pausa e rede de apoio: planejar pausas reais, mesmo curtas, e pensar quem pode dividir o peso. Pedir ajuda também se treina.
- Resolução de problemas: quando a rotina tá impossível, separar o problema em partes e escolher um próximo passo concreto.
- Limites: dizer não a palpites, a demandas e a expectativas que não cabem, sem se sentir egoísta.
- Identidade: recuperar partes suas que ficaram para trás: interesses, amizades, trabalho, tempo sozinha.
Não é sobre virar a mãe perfeita. É sobre cuidar sem se apagar.
Se quiser conversar sobre o seu caso antes de decidir, Conversar pelo WhatsApp.
Puerpério e depressão pós-parto
Nos primeiros dias depois do parto, é comum ficar mais sensível e chorosa. Isso costuma passar sozinho em cerca de duas semanas.
Quando a tristeza, a falta de prazer, a ansiedade intensa ou a sensação de não conseguir cuidar do bebê duram mais ou pioram, pode ser depressão pós-parto. Ela tem tratamento e merece avaliação médica também, com o obstetra, o médico da família ou um psiquiatra. Veja também terapia para depressão.
Se aparecerem pensamentos de fazer mal a si ou ao bebê, confusão ou comportamento muito diferente do habitual, busque atendimento imediato: 192 (SAMU), 188 (CVV, 24 h), UPA ou pronto-socorro.
Como é a terapia para mães comigo
Sou Bianca Rocha Mulazani Correa, psicóloga (CRP-08/49478), curitibana, e trabalho com TCC.
- Online, pelo Google Meet, com criptografia. As sessões não são gravadas. Veja como funciona a terapia online.
- Sessões de 50 minutos, semanais, de segunda a sexta, até as 19h.
- Atendo mães e cuidadores de Curitiba, de todo o Brasil e brasileiras e brasileiros que moram fora do país.
- Antes de começar, uma conversa inicial de 15 minutos para tirar dúvidas e ver se o online é adequado para você.
- O atendimento é particular, e não sou credenciada a convênios. Emito recibo para você pedir reembolso ao seu plano, conforme o contrato. Veja o passo a passo do reembolso pelo plano de saúde.
Sobrecarga não é destino. Ela se entende, se trabalha, e dá pra viver a maternidade de um jeito muito mais leve.
Perguntas frequentes
É normal sentir culpa o tempo todo sendo mãe?+−
É muito comum, mas não precisa ser o normal. A culpa costuma vir de uma cobrança impossível: estar sempre disponível, paciente e dando conta de tudo. Na terapia, dá pra separar a culpa que aponta algo a ajustar da culpa que só machuca.
Como saber se é depressão pós-parto?+−
Tristeza e choro nos primeiros dias depois do parto são comuns e costumam passar em cerca de duas semanas. Quando o humor baixo, a falta de prazer, a ansiedade intensa ou a sensação de não conseguir cuidar do bebê duram mais ou pioram, é hora de procurar avaliação médica e psicológica. Em sintomas graves, busque atendimento o quanto antes.
Você atende mães de crianças com deficiência ou autismo?+−
Sim. Nos estágios, atendi mães atípicas, e sei o peso que é essa rotina de terapias, consultas, adaptações e olhares dos outros. A terapia é para você, a mãe ou cuidador, não para a criança. Não faço avaliação nem atendimento infantil.
Não tenho tempo para fazer terapia. Como encaixar?+−
O online ajuda: a sessão é de 50 minutos, por vídeo, sem deslocamento, e pode ser feita de casa, no horário combinado, de segunda a sexta até as 19h. Encaixar esse tempo já faz parte do trabalho de lembrar que você também precisa de cuidado.
Pais e outros cuidadores também podem fazer essa terapia?+−
Podem. Sobrecarga, culpa e cansaço aparecem em quem cuida, seja mãe, pai, avó ou outro responsável. A página fala mais de mães porque são elas que mais procuram, mas o trabalho é o mesmo.
Conteúdo informativo, que não substitui avaliação psicológica. Em risco imediato, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU). Onde buscar ajuda.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Perinatal mental health. https://www.who.int/teams/mental-health-and-substance-use/promotion-prevention/maternal-mental-health
- National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Antenatal and postnatal mental health: clinical management and service guidance (CG192). 2014. https://www.nice.org.uk/guidance/cg192
Última atualização: 28 de setembro de 2026.
O primeiro passo é uma conversa de 15 minutos.
Respondo no mesmo dia, de segunda a sexta. Não é serviço de emergência: 188 (CVV) · 192 (SAMU).