Relacionamentos e dependência emocional
Você sabe que a relação não tá fazendo bem, mas só de pensar em terminar vem um desespero. Ou troca de pessoa e, no fim, a história parece sempre a mesma.
Respondo no mesmo dia · segunda a sexta, até as 19h
Dependência emocional é quando a relação vira o centro de tudo: o humor, a autoestima e as decisões passam a depender do outro, e a ideia de perder essa pessoa parece insuportável. A terapia para relacionamento que eu faço é individual, com TCC, e trabalha o que acontece dentro de você nessas relações: os pensamentos, os medos e os comportamentos que fazem o mesmo padrão se repetir.
Como a dependência emocional aparece no dia a dia
Ela raramente se apresenta com esse nome. Aparece mais assim:
- “Tenho pavor de que me deixem. Qualquer silêncio já me desespera.”
- “Faço tudo pelo outro e me esqueço de mim.”
- “Sei que devia terminar, mas não consigo.”
- “Mudo quem eu sou pra não perder a pessoa.”
- “Fico checando mensagem, visto por último, rede social.”
- “Troco de relação e a história se repete.”
O medo de ser abandonada ou abandonado costuma estar no centro. Para não sentir esse medo, a pessoa se anula, evita conflito, aceita o que não aceitaria e vive em alerta.
Ciúme, controle e medo de perder
Ciúme em algum grau é humano. O problema é quando ele toma conta: a cabeça não para de imaginar cenários, o estômago aperta e a pessoa precisa checar, perguntar, confirmar.
A confirmação alivia por alguns minutos. Depois o medo volta, maior. É o mesmo ciclo da ansiedade, e ele se trabalha do mesmo jeito. Veja terapia para ansiedade com TCC.
Como a TCC trabalha as relações
Na terapia, o foco não é descobrir quem tá certo na relação. É entender o seu lado do padrão e ganhar mais escolha. O trabalho passa por:
- Pensamentos e crenças sobre relações: frases como “se eu não agradar, vão me trocar”, “sem essa pessoa eu não dou conta” ou “amor é aguentar tudo”. Identificar essas crenças e olhar para elas com calma, comparando com os fatos.
- Regulação das emoções: reconhecer a onda de medo ou raiva antes de agir por impulso. Aprender a esperar, respirar e decidir o que fazer, em vez de reagir.
- Limites: perceber o que você aceita e o que não aceita, e sustentar isso sem culpa paralisante.
- Comunicação assertiva: dizer o que sente e o que precisa, de forma clara, sem atacar e sem se calar.
- Autoestima: muito da dependência vem de achar que o próprio valor depende de ser escolhido. Veja também terapia para autoestima.
Não existe atalho para “desapegar”. Existe um trabalho concreto, sessão a sessão, para que a relação volte a ser uma parte da vida, e não a vida inteira.
Se quiser conversar sobre o seu caso antes de decidir, Conversar pelo WhatsApp.
Terminar, ficar, ou nem saber
Muita gente chega sem saber se quer terminar ou continuar. Tudo bem. A terapia não decide por você. Ajuda a enxergar a situação com mais clareza, a separar o medo do que você realmente quer e a sustentar a escolha depois.
Depois de um término, é comum vir tristeza funda, falta de vontade e isolamento. Se isso durar semanas e pesar na rotina, veja terapia para depressão.
Se houver violência
Controle excessivo, humilhação, isolamento dos amigos e da família, ameaças e agressão física são violência. Não é culpa de quem sofre, e não é “exagero”.
Em caso de violência contra a mulher, ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher, 24 horas), que orienta e recebe denúncias. Em risco imediato, ligue 190 (Polícia Militar). Na terapia, esse tema é tratado com prioridade para a sua segurança.
Como é a terapia para relacionamentos comigo
Sou Bianca Rocha Mulazani Correa, psicóloga (CRP-08/49478), curitibana, e trabalho com TCC.
- Atendimento individual. Não atendo casais.
- Online, pelo Google Meet, com criptografia. As sessões não são gravadas. Veja como funciona a terapia online.
- Sessões de 50 minutos, semanais, para adolescentes a partir de 12 anos e adultos.
- Atendo pessoas de Curitiba, de todo o Brasil e brasileiros que moram fora do país.
- Antes de começar, uma conversa inicial de 15 minutos para tirar dúvidas e ver se o online é adequado para você.
- O atendimento é particular, e não sou credenciada a convênios. Emito recibo para você pedir reembolso ao seu plano, conforme o contrato. Veja o passo a passo do reembolso pelo plano de saúde.
Padrão que se repete não é destino. Ele se entende, se trabalha, e dá pra se relacionar de um jeito muito melhor.
Perguntas frequentes
Você faz terapia de casal?+−
Não. Não atendo casais. O atendimento é individual: você vem sozinho ou sozinha, e o trabalho é sobre o seu jeito de se relacionar, seus pensamentos, emoções e escolhas. Se o objetivo for terapia de casal, vale procurar um profissional que atenda nesse formato.
Dependência emocional tem tratamento?+−
Dependência emocional não é um diagnóstico oficial, é um nome para um padrão de relação. E padrão se trabalha. Na terapia, a pessoa entende o que sustenta esse padrão e treina, na prática, outras formas de se relacionar.
Ciúme excessivo se trata na terapia?+−
Sim. Na TCC, o ciúme é olhado a partir dos pensamentos que o disparam ('se não respondeu, é porque tem outra pessoa'), das emoções e do que a pessoa faz depois, como checar o celular ou pedir confirmação o tempo todo. Trabalhar esse ciclo diminui o sofrimento dos dois lados.
Preciso estar num relacionamento para fazer essa terapia?+−
Não. Muita gente procura depois de um término, entre relações ou justamente para não repetir o mesmo padrão na próxima. O foco é você, não a relação atual.
E se a relação envolver violência?+−
Violência não é culpa de quem sofre. Na terapia, esse tema é tratado com cuidado e com foco em segurança. Em caso de violência contra a mulher, o Ligue 180 orienta e recebe denúncias, 24 horas. Em risco imediato, ligue 190.
Conteúdo informativo, que não substitui avaliação psicológica. Em risco imediato, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU). Onde buscar ajuda.
Referências
- Ministério das Mulheres. Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher. https://www.gov.br/mulheres/pt-br/ligue180
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Violence against women (fact sheet). 2026. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/violence-against-women
Última atualização: 28 de setembro de 2026.
O primeiro passo é uma conversa de 15 minutos.
Respondo no mesmo dia, de segunda a sexta. Não é serviço de emergência: 188 (CVV) · 192 (SAMU).